terça-feira, 13 de dezembro de 2016

QUEDA

A QUEDA

E eu que sou rei de toda
esta incoerência ,

eu próprio turbilhão ,
anseio por fixa - la
e giro atè partir ,,,
mas tudo me resvala
em bruma e sonolência .

Se acaso em minhas mãos
fica um pedaço de oiro ,
volve - se logo falso ...
ao longe o arremesso ...

eu morro de desdém
em frente do tesoiro ,

morro à mingua ,
excesso .

Alteio - me  na cor
à força de quebranto ,
estendo os braços de
alma - e nem um
 espasmo « Venço »

peneiro - me na sombra
- em nada condenso ...

agonias de luz eu vibro
ainda entanto

não me pude vencer ,
mas posso - me esmagar

- Vencer às vezes è o mesmo
que tombar - e ainda sou luz ,
num grande retrocesso , em
raivas  ideias , ascendo atè
ao fim :

olho do alto o gelo , ao gelo
me arremesso ...

Tombei ...
e fico sò esmago sobre mim ! ...




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