E eu que sou rei de toda
esta incoerência ,
eu próprio turbilhão ,
anseio por fixa - la
e giro atè partir ,,,
mas tudo me resvala
em bruma e sonolência .
Se acaso em minhas mãos
fica um pedaço de oiro ,
volve - se logo falso ...
ao longe o arremesso ...
eu morro de desdém
em frente do tesoiro ,
morro à mingua ,
excesso .
Alteio - me na cor
à força de quebranto ,
estendo os braços de
alma - e nem um
espasmo « Venço »
peneiro - me na sombra
- em nada condenso ...
agonias de luz eu vibro
ainda entanto
não me pude vencer ,
mas posso - me esmagar
- Vencer às vezes è o mesmo
que tombar - e ainda sou luz ,
num grande retrocesso , em
raivas ideias , ascendo atè
ao fim :
olho do alto o gelo , ao gelo
me arremesso ...
Tombei ...
e fico sò esmago sobre mim ! ...

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