segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Silêncios

Há silêncios que nem
supões

Há uma idade em
que os animais
que nos amam

ou cremos que
nos amam


que nunca nos perdoam
ou se a retribuição do
 amor ou reenvio da
solidão

Há homens que soam
fazem a barba com águas
das chuvas ininterruptas

lavam os olhos às lágrimas
continuas acumuladas

e dai as mulheres os amam
dai as mães os esperam

dai são ingénuos piegas
os homens que não amam

Há gaivotas em chamas
despenham - se no mar
agarradas ao cio

Voraz viril voador
pois o amor não se diz
e sò se faz o amor .







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