passados um ou outro ano árido mas
o sonhador , cresce como a fome
de esquilo , devagar como um
choupo inquieto , quem se curve
cautelosamente ouve a terra bater
e o coração lembra um instrumento
de sopro , alguns pássaros gigantescos
ou minúsculos , solidários , voam em
grupo com graciosidade
e disciplina , as casas
são de abrir e fechar ,
nos intervalos da fùria
da água , as mãos abertas
das pessoas semeiam heras
nos longos cabelos tecidos
a luz e paciência , ao poente
as raìzes reúnem - se à volta
do sol , trocam de histórias ,
transmitem unidade e tolerância ,
matam a sede aos dromedários ,
acariciam - se com os ramos .

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