quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

CORPO

CORPO

Há tambèm um corpo efémero
um canto lento nu e sorrateiro

a camisa  esquecida branca
desvairada no ramo da árvore
não è o vento è o tempo

a terra cospe  -se
a terra despe - se

escrevo ao nível cru rente
o fundo do teu fundo morde - me

não ponho a fasquia là em cima
no céu para depois mentir a estrela

escrevo devagar à medida que a boca
devolve a distância apalavrada mas
fiel

a escada não tem vão e não há vèu
è tão visível degrau a degrau o sol
passo a passo a imensidão .






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