Escrevo para uma criança
enorme comum carinhosa
fértil abrangente que chora
cresce sofre ri como uma
acarinhada baleia transparente
escrevo no limite do parto perto
acessível a quase toda gente
escrevo para ti dentro
do outro peito ferido
peito feito peito farto
ou seja mais não faço
que deixar sair o tanto
que me deste sem dar
por isso ainda escrevo
e acredito
escrevo à mercê da indomável
força escrevo ao ritmo do longo
ínfimo rastro a tua ausência não
me altera um verso a tua presença
não muda o que eu sinto escrevo
ao nível mais alto cà em baixo .

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