Aqui respiro , aqui amo
e procrio ratos , peixes ,
por vezes oh ! um deus ,
aqui morro e renasço ergo
os céus e a terra do futuro
que anuncio .
Na noite da caverna o meu navio
ganhou asas celestes .
E são os teus amores , os continentes
mar e céus que nos percorrem, surdo ,
veloz rio .
Aqui produzo o sémen , excrementos ,
reinvento as palavras que te digo , aqui
ergo os impérios de cimento !
Amar è construir - te ao postigo da noite
milenária uiva vento que somos , não
me negues tal castigo .

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