sábado, 10 de dezembro de 2016

SÒ EM TI MEU AMOR

Hà arrancares - te ao ar
como uma ave desintegrar
 - se na terra árvore cresces
da pedra húmida como um
bicho

flor a força e flecha
de fogo jogas ao sol
nua em voo


e ultrapassa como um fauna
ou fazes de uma sereia
uma âmona e mergulhas
de uma estrela cadente

para o espelho inocente
do rio  pelo reflexo da lua
as águas vais à linha do
 infinito e vens corpo
navegável sò de fôlego
mesmo no sitio e sol
se pôs gritas e ouves
um eco rouco desse
 meu  coração

vivo na tua voz
hà esfregares - te
bronze nos jardins

ternas raìzes
ah ternas corças
dançam ninfas
dos teus olhos
claros menina
dos meus



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