Tinha imaginado estar ali ,
à luz do sol com o cortejo
dos mártires um sò osso
esguio sustentando uma
convicção verdadeira
todavia , o divino vazio
não vai revestir a ouro
os sacrificados
uma matilha de lobos
bem nutridos saciados de
cadáveres festeja no ar
quente e jubiloso do
meio - dia
lugar distante esse lugar
sem sol onde exilei
a minha vida não consigo
fitar a ofuscante visão na cruz .
de um fio de fumo a um pequeno
monte de cinzas bebi atè ao fim
a bebida dos mártires , sinto a
primavera prestes a romper no
rendilhado brilho de inúmeras
flores
noites dentro , estrada deserta
pedalo de regresso a casa paro
num quiosque de tabaco
um carro segue - me , atropela
a bicicleta um par de brutalmente
agarra - me algemando - me ,
olhos vendados , boca amordaçada
atira - me para uma carrinha celular
rumo a nenhures
um piscar de olhos , trémulo
instante abre um clarão
de lucidez ainda vivo
nas noticias da televisão
central anunciada ...
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