quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

LENÇÓIS DE LUAR

Lençóis de  Luar

Ser Poeta
dentro nas Palavras
decifrado a coragem
corporalmente fogosa

falando em minhas
memórias imaturas
na rasa do tempo
incrustados


no palco de todas efemérides
despidas de desejo pintados
na raiz de cada veladura

ser fúria exposta em cada
enredo onde se tatuam com
dores de parto todas as
alvoradas

acesas numa noite enrolada
em lençóis de luar iluminado

todas as pegadas deste verso
imergindo na grafia eloquente

onde de enxurrada derramas
teus prantos fertilizando a terra
na foz de todos os encantos em
lamentos - exonerar nossas
cumplicidades diluindo em
 beijos  a chama febril que
tateia esse ritual de acalentos

provocar - te arrepios
descobrindo sedento
parindo cada vicio
deixado deste poema
prescrito no
compartimento camuflado

deste poema prescrito em
desmantelamento - deixar
entrar vão da saudade

todo o silêncio deslumbrado
absorvendo o teu breu da
noite que parte sulcando

horizontes do tempo onde se
apaziguam enamorados

nossos retratos arfando
na entrega de um apelo
atado a cada contorno
do teu ser onde sossego
o fio da existência

 empanturrando nossas almas
no derradeiro e solene sorriso
 conivente .





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