Ser Poeta
dentro nas Palavras
decifrado a coragem
corporalmente fogosa
falando em minhas
memórias imaturas
na rasa do tempo
incrustados
no palco de todas efemérides
despidas de desejo pintados
na raiz de cada veladura
ser fúria exposta em cada
enredo onde se tatuam com
dores de parto todas as
alvoradas
acesas numa noite enrolada
em lençóis de luar iluminado
todas as pegadas deste verso
imergindo na grafia eloquente
onde de enxurrada derramas
teus prantos fertilizando a terra
na foz de todos os encantos em
lamentos - exonerar nossas
cumplicidades diluindo em
beijos a chama febril que
tateia esse ritual de acalentos
provocar - te arrepios
descobrindo sedento
parindo cada vicio
deixado deste poema
prescrito no
compartimento camuflado
deste poema prescrito em
desmantelamento - deixar
entrar vão da saudade
todo o silêncio deslumbrado
absorvendo o teu breu da
noite que parte sulcando
horizontes do tempo onde se
apaziguam enamorados
nossos retratos arfando
na entrega de um apelo
atado a cada contorno
do teu ser onde sossego
o fio da existência
empanturrando nossas almas
no derradeiro e solene sorriso
conivente .

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