Amar não se inventa ,
não nasce e não morre ,
faz parte do sangue
que corre nas entranhas
das veias apressado ,
è fogo suave ,
que aquece a vida ,
è o luar de Agosto ,
è a chuva de Outono
è a flor que desperta
a primavera
è a folha que cai ,
è o brilho dos teus olhos
è o beijo que deslumbra
è o medo que angústia ;
è a chegada desejada
e uma partida desolada
è um caminhar lado a lado ,
num vulcão adormecido ,
è um beijo inesperado ,
numa viagem sem destino
entre a Hortelã e a Hortência ,
è uma caricia fugidia , numa
estrada molhada sem destino
è um caminhar a toá na noite
acolhedora a procura do nada
no silêncio da alma no escuro
protector de uma montanha
distante
è a ousadia de sentir o prazer
de encontrar
è o primeiro pulsar inquieto ,
a primeira angústia ,
a primeira duvida ,
a primeira incerteza ,
è o sentir que o vento
não se agarra , que a vida
não se para è um tesouro
que não sabemos guardar
è o brilho da luz no escuro .

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