que navio irrompe do teu sexo
vindo dos confins da oceânica
noite
com marinheiros de todas as raças
trepados nos mastros
vem meu amor a esta alameda sem fim através da neblina e solta os teus
cabelos a chuva e ao vento e dà as minhas mãos de vento e abre o teu
sorriso de ouro vem com os teus passos leves por cima das ruas molhadas
de chuva e de sangue a esta ameada sem fim ouvir os pássaros da minha
boca pássaros maravilhosos que ninguém vê pousarem nas ressorves os
os frutos floriram de cores è o canto do amor ... meu amor
a sonhar que eram um rio transparente sem parar o ritmo da vida
è alucinante e a vida è uma brisa que corre depressa
as flores já não são flores são cactos que se pisam num
deserto onde já não existe passado na cólera da vida as palavras
desapareceram os ideais transformaram - se em areia nada importa
tudo è nada numa desorientação è uma dor que murcha è uma flor
e um pensamento perdido na cólera da vida a espera que tudo mude
numa mentira que è uma heresia da alma estar vazia o Espírito luta
num sonho que voou demais
saboreio todos os traços entre linhas do teu corpo cerejas em pedaços de vento
sem sopro agarro o teu sorriso e recordo - me com ternura no meu perfeito
juízo a tua pele em forma de canção e plena narração neste amor que sinto
por ti incondicional e sempre renovado falo com o meu coração aberto
por ti no silêncio do meu ser secreto e apaixonado onde brota a semente
deste amor em flor dentro de mim por desabrochar em ti num sò suspiro
dos nossos corpos calorentos cheio de ternura
escoa - se por entre os teus cabelos em ti as leivas as fontes as fontes e as sementes os mais secretos caminhos em ti as searas ainda futur...