Um encontro suave na poesia
de Nather Von der Vogelweid
( Século XII )
Curto è o dia de inverno , as noites
porém compridas , para dar ao amante
terno alegrias repetitivas .
...
Os leitores familiarizados com a Òpera
Tannhauser de Richard Wagner Von der Vogelweid , pois è
um doos minnesanger que acom+anha Landgrave .
Outros melòmanos com curiosidade mais estendida , conhecerão
algumas das suas canções em interpretação de grupo de música antiga
por antologias de minnesssanger ... Mas descobrir à sua poesia em português
não è tarefa fácil . Encontrei alguns poemas numa história da literatura alemã
de onde transcrevo em tradução superlativa , de João Barreto .
Walther Von der Vogelweid , poeta musico alemão , e dos mais notàveis ,
terà nascido em Tirol por volta de 1170 , tendo morrido cerca de 1228 - 30 .
Embora cavaleiro , preferiu viver a vida de cantor ambulante , andando
de corte em corte , em busca de mecenas .
È assim que na corte de Hermann da Turingia encontra Tannhauser
e participa num concurso de canto , afinal parte dos factos reais que
pela Ópera de Wagner circulam .
A poesia amorosa de Walther Von der Volgelweid dà conta de uma
atitude diferente perante a mulher que pratica trabadors e trauvorès
( 1 ) , e a època pelos minnessanger .
Assim , enquanto a poesia de amor cortês se envolvia em aspectos
idealizados da mulher de ressonâncias marianas , no nosso poeta
o amor è terreno repassado de lirismo e felicidade que o viver pode
proporcionar .
Hà outros aspectos na sua poesia , nomeadamente a critica aos
acontecimentos do tempo que fazem os especialistas considera - lo
o primeiro poeta politico alemão .
Como hoje o que me interessa è levar o leitor para sua poesia amorosa
ai fica a amostra :
*
Uma senhora è a minha
alegria de coração tão virtuoso
de tão formosa harmonia , que
servi - la è um gozo .
Não vai negar - me um sorriso ,
è meu seja como for , nem que queira ,
eu não vou nisso , sonho com esse favor .
Quando me sento ao teu lado
e ela me dà conversa , deixa - me tão
baralhado que me anda a roda a cabeça .
Não sou mau conversador , mas basta
ela olhar para mim para eu deixar de
saber que me faz sentir ali .
Possuidora do Nobel de 19666 , Wislawa Szymborrdka
( 1923 - 2012 ) jà falcida . A Polinesa , que viu a Segunda
Guerra Mundial , a Ocupação Nazi e a Tirania Comunista ,
nas Palavras de Nelson Ascher , " Mostrou Como a Sanidade
e a Lucidez podem Brotar da Terra Arrasada .
Retrato de Mulher
Deve ser para todos os gostos .
Mudar sò para que nada mude .
È fácil , impossível , difícil
vale tentar
Seus olhos são se preciso ,
ora azuis , ora cinzentos ,
negros , alegres , rasos de água
sem nenhuma razão .
Dorme com ele como a primeira
que aparece , a única no mundo .
Dà - lhe quatro filhos , nenhum filho ,
um .
Ingénua , mas que melhor aconselha
Lê Jaspers e revista de mulher .
ao entende de parafusos mas constrói
uma ponte
Jovem , como sempre jovem , ainda jovem .
Segura nas mãos pardalzinho de asa partida .
Seu próprio dinheiro para uma viagem longa
e longìqua .
Um cutelo para carne , uma compessa , um
càlice de vodca .
Corre para onde está cansada
Claro que não , sò um pouco ,
muito , não importa .
Ou ela o ama ou è teimosa
para o bem , para o mal e para
o que vier .
( Tradução de Regina Pryzbcien , Poemas Companhia de Letras )
Machados
Que batem e retinem na madeira
E os ecos !
Ecos escapam
Do centro dos cavalos .
A seiva
Mina em lágrimas , como
Água , tentando
Repor seu espelho
sobre a rocha
Que cai e racha ,
Crânio branco ,
Comido por ervas daninhas .
Anos depois eu
As encontro no caminho
Palavras secas , sem destino ,
Incansável som de cascos
Enquanto
Do fundo do poço , estrelas fixas
Governam uma vida .
Tradução de Rodrigo Garcia
e Maurício Arruda Mendonça ,
Sylvia Plath : Poemas Iluminuras
Sylvia Plath ( 1932 - 1963 )
autora do famoso romance THE BELL JAR
è conhecida por ter se casada com o tambèm
poeta Ted Hughes e por ter lutado com a depressão
durante toda a sua brevíssima vida . A sua Poesia
partilha da tendência confessional do período , e assim
, não surpreende que predomine a temática morte e suìcidio .
Um erotismo suave na poesia
de Nather Von der Vogelweid
( SEC.XII )
Curto è o dia de inverno , as noites
porém compridas para dar ao amante
terno alegrias repetidas
Os leitores familiarizados com a ópera Tanhauser
de Richard Wagner jà se terão cruzado com o nome
de Wather Von der Volgeweid pois è um dos minnesager
que acompanha o landgrave .
Outros , melómanos com curiosidade mais estendida , conhecerão
algumas canções em interpretação de música antiga espalhada por
antologia minnessanger .. Mas descobrir a sua poesia em português
è tarefa difícil . Encontro alguns poemas da literatura alemã de onde
transcrevo , em tradução , superlativa de João Barrento .
Walther Von der Vogelweid , poeta - musico - alemão , e dos mais notáveis ,
terá nascido no Tirol por voltas de 1170 , tendo morrido cerca de 1228 - 30 .
Embora sendo cavaleiro , preferiu viver a vida de cantor ambulante , andando
de corte em corte , em busca de mecenas . È assim que na curte de Hermann
da Turíngia encontra Tannhauser e participa num concurso de canto afinal
parte dos factos reais que pela Òpera de Wagner circula .
A poesia amorosa de Walther Von der Vogelweid dà conta de uma atitude
diferente perante a mulher que pratica por trobador e trouvères a ( 1 ) , e
a època pela minnesanger . Assim , enquanto a poesia de amor cortês se
envolvia em aspecto idealizados da mulher de ressonâncias marianas ,
no nosso poeta o amor è terreno repassado de lirismo que a felicidade de
viver pode proporcionar . Há outros aspectos na sua poesia , nomeadamente
a critica aos acontecimentos do tempo que fazem os especialistas considera
- lo o primeiro poeta politico alemão .
Como hoje o que me interessa è levar o leitor para sua poesia amorosa
ai fica a amostra .
*
Uma senhora è a minha alegria
de coração de tão formosa harmonia
que servi - la è um gozo .
Não vai negar - me um sorriso , è meu
seja como for , nem que queira ,eu não
vou nisso , sonho com esse favor .
Quando me sento a seu lado e ela me dà
conversa , deixa - me tão baralhado que
me anda a roda a cabeça .
Não sou mau conversador , mas basta ela
olhar para mim para eu deixar de saber
que me fez sentar ali .
Como as mulheres são lindas !
Inútil pensar que è do vestido ...
depois não há sò as bonitas
Há as feias , certas feias em cujo
olhos vejo isto :
uma menininha que è batida
e pisada que nunca sai da cozinha .
Como deve ser bom gostar de uma feia !
O meu amor porém não tem bondade alguma
È fraco ! fraco !
Meu Deus , eu amo como as criancinhas ...
Ès linda como uma história da carochinha
e eu preciso de ti como precisava da mamã e do papà
Tu ès a terra em que pouso
Macia , suave , terna e dura
o quanto baste
a que teus braços como tuas
pernas tenham de amor a força
que me abraça
Ès tambèm a pedra a qual
a terra às vezes contra que
nas arestas me lacero e firo ,
mas de musco coberto refrescado
as próprias chagas de existir contigo
E sombras de árvores , e flores e frutos ,
rendidos a meus gestos e meu sabor
e uma àgua cristalina e murmurante
que me segrega sò de amor no mundo
Ès a terra em que pouso não paisagem ,
não Madre Terra de bosques e montanhas
- terra humana em que me pouso inteiro
e para sempre .